Sobre mim

Priscilla Campos, 26.  Mestranda em Teoria Literária pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), pesquiso a obra de Enrique Vila-Matas e sua relação com a ideia de geografia, deslocamento, mapas literários. Como repórter, trabalhei no Jornal Destak, Folha de Pernambuco, Revista Continente e Suplemento Pernambuco. Nas narrativas literárias, encontro a possibilidade de investigar o abismo e a maldição presente na escrita.  Além do jornalismo, entro em sites de previsão do tempo com frequência e deixo livros espalhados pela casa.

Sobre o Fuga para oeste:

“Havendo terminado o serviço de estiva, as equipes de trabalhadores itinerantes foram levadas embora em silenciosos barcos a remo, rumo ao navio sem bandeira que aguardava ali próximo, no qual seriam transportados para outro ponto do hemisfério. Muito provavelmente, a África do Sul. Deixando os rapazes reunidos, à sombra do vulcão mefítico, que se elevava a uma altitude de mais de trezentos metros, numa praia tão fortemente ensolarada que parecia não ter cores, como a cegueira que havia no cerne de um diamante, enquanto ondas oceânicas imensas se quebravam uma por uma, como se medida pelo fôlego de algum deus local. De início, ninguém tinha nada a dizer, mesmo se fosse possível ouvir o que se dizia em meio ao estrondo do mar”.

Thomas Pynchon em Contra o dia.